Abril Verde 2026: MPT-PR apresenta orientações para empresas e órgãos públicos no enfrentamento a riscos causados pelas mudanças climáticas
(Curitiba, 15/04/2026) Dando continuidade às ações da campanha Abril Verde iniciadas no ano passado, o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) reuniu, nesta terça-feira (15), representantes de empresas e órgãos públicos para discutir impactos das mudanças climáticas no meio ambiente do trabalho. No encontro, foram apresentadas orientações para mitigação dos efeitos climáticos no meio ambiente do trabalho e adaptação das condições de trabalho para prevenção de riscos ocasionados pelas mudanças climáticas.
“A garantia de um meio ambiente de trabalho saudável e seguro é um direito dos trabalhadores, mas as mudanças climáticas geram riscos que não existiam antes e precisam ser identificados e prevenidos. Por isso, a Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Codemat) está com esse projeto nacional, que tem como objetivo sensibilizar empresas e órgãos públicos para que deem a devida atenção a essas transformações nos padrões que vêm acontecendo no sistema climático, promovendo melhorias nas condições de trabalho para reduzir as consequências negativas das mudanças climáticas”, explica a procuradora do Trabalho Ana Lucia Barranco, coordenadora regional da Codemat no Paraná.
De acordo com ela, reconhecendo os riscos causados pelas mudanças climáticas no meio ambiente do trabalho, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) listou alguns elementos que merecem mais atenção das empresas e órgãos públicos neste cenário. São eles: calor excessivo; radiação ultravioleta; eventos meteorológicos extremos; poluição e qualidade do ar nos ambientes de trabalho; doenças transmitidas por vetores ocasionadas pelo aumento das temperaturas; impacto dos agrotóxicos. “Com isso, a adaptação das condições de trabalho para prevenção de riscos ocasionados pelas mudanças climáticas se torna imprescindível e, para isso, o MPT tem algumas diretrizes para que os riscos passem a ser reconhecidos nos programas de saúde e segurança das empresas e dos municípios”, afirma.
Entre as orientações apresentadas pelo MPT na reunião, estão o dimensionamento adequado das equipes de trabalho, reorganização das escalas de trabalho para evitar horários de maior risco, garantia de horários de descanso em locais com conforto térmico, climatização adequada em ambientes fechados, disponibilização de vestimentas e EPIs adequados, suspensão temporária das atividades quando necessário, realização de trabalho remoto quando possível, entre outras. A procuradora, entretanto, destacou a necessidade de que cada empresa e município identifique seus principais riscos para promover as adaptações necessárias.
Para a reunião, realizada de forma híbrida, com transmissão a partir da sede do MPT-PR em Curitiba foram convidadas empresas de alguns dos setores mais impactados pelas mudanças climáticas (construção civil, construção de rodovias e outras atividades a céu aberto). Também participaram representantes de 20 municípios paranaenses selecionados – Curitiba, Londrina, Maringá, São José dos Pinhais, Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Toledo, Araucária, Pinhais, Guarapuava, Colombo, Paranaguá, Arapongas, Apucarana, Umuarama, Pato Branco, Campo Largo, Francisco Beltrão e Campo Mourão.
Assessoria de Comunicação – MPT/PR
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