Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil realiza primeira reunião de 2014

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Curitiba - Aconteceu na tarde de ontem (3), no auditório do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), a primeira reunião do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Regularização do Trabalhador Adolescente (FETI-PR) de 2014.

No encontro, Juara Arthuri de Almeida Ferreira, responsável pelo Programa Defesa Civil e Programa Família Paranaense, integrante da Secretaria da Educação do Paraná, explicou e mostrou o roteiro técnico do Programa de Combate ao Abandono Escolar, bem como a rede que ajuda a evitar a evasão dos alunos nas escolas, como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Conselhos Tutelares, Conselho Estadual e Municipal de Educação, entre outros.

Para Ferreira, tentar manter o aluno na escola é só uma parte do processo. “Cada membro deve ter a consciência de que nenhum deles apenas participa da rede. Eles são a rede, nós todos somos. Nós devemos conhecer e nos envolver com os adolescentes. Por que eles reprovam? Por que não vão para a aula? Como é o ambiente familiar deles?”, declara.

Além disso, o Conselho Tutelar de Morres apresentou seu trabalho, mostrando as dificuldades e desafios enfrentados no munípio. Esse é o quarto Conselho Tutelar que se apresenta, e a programação das próximas reuniões prevê que os conselhos tutelares de todos os municípios do Estado se apresentem, de forma a se detectarem os problemas estruturais dos órgãos.

Também foi exibido um vídeo da Secretaria do Trabalho e Emprego da Bahia sobre o impacto do trabalho precoce na saúde das crianças e adolescentes. O fórum, que tem coordenadoria-executiva da procuradora Margaret Matos de Carvalho, busca soluções contra a exploração do trabalho de crianças e a defesa dos direitos dos adolescentes que trabalham.

ASCOM/MPT-PR

Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil acontece no dia 3 de fevereiro, em Curitiba

Forum web
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Reativado pela procuradora do trabalho Margaret Matos de Carvalho em julho de 2013, fórum articula autoridades

Curitiba - O Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Regularização do Trabalhador Adolescente do Paraná (FETI-PR) já tem sua primeira reunião de 2014 marcada: acontece no dia 3 de fevereiro, segunda-feira, às 14h. O Fórum é aberto ao público.

Diversas instituições, como o Ministério Público do Trabalho, Secretaria de Estado da Família e do Desenvolvimento Social, Secretaria de Estado da Educação e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, além de cidadãos interessados no assunto, se reúnem no auditório da sede do Ministério Público do Trabalho no Paraná (Av. Vicente Machado, 84, Centro, Curitiba). O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre as condições de trabalho, formulando diagnóstico sobre a questão; buscar experiências de instituições, como sindicatos, universidades e prefeituras, que tratem das condições e relações de trabalho do adolescente; e propor ações que visem soluções contra a exploração do trabalho de crianças e a defesa dos direitos dos adolescentes que trabalham.

Em seu primeiro ano após a reativação, o Fórum conseguiu aprovar o Plano Estadual de Erradicação e Execução do Trabalho Infantil e o recurso orçamentário para sua execução. No fim de 2013 foi expedido aos municípios de Curitiba, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral do Paraná uma notificação recomendatória a fim de garantir a todos os Conselhos Tutelares uma infraestrutura adequada, com salas individuais devidamente equipadas, para o trabalho dos conselheiros e atendimento ao público.

Serviço:
Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Regularização do Trabalhador Adolescente do Paraná (FETI-PR)

Data: 3 de fevereiro de 2014, a partir das 14h

Local: Auditório do Ministério Público do Trabalho no Paraná - Av. Vicente Machado, 84, Centro, Curitiba

Gratuito e aberto ao público

ASCOM/MPT-PR

Conciliação: MPT-PR aciona Município de Pato Branco por contratações sem concurso público

Segundo acordo, firmado em dezembro de 2013, a Prefeitura terá que pagar R$930 mil como multa, além de exonerar funcionário sem situação irregular

Curitiba - O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pato Branco ajuizou, no dia 13 de dezembro de 2013, a execução de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) contra o município. Em audiência na Vara do Trabalho de Pato Branco, estavam presentes a procuradora do trabalho Priscila Dibi Schvarcz, a procuradora de Pato Branco Bárbara Dayana Brasil, o prefeito Augustinho Zucchi, o vereador José Gilson Feitosa da Silva, além dos advogados das partes.

Pato Branco vinha terceirizando ilicitamente funções inseridas em sua atividade-fim, contratando pessoas diretamente, sem concurso público, e utilizando-se de cargos em comissão de forma ilegal.

Um TAC foi firmado entre o MPT-PR e o município em 2007, mas a Prefeitura continuou descumprindo o acordo, tendo sido fixada multa diária de R$ 1 mil por obrigação descumprida. A multa totalizava R$ 31 mil, referente a 31 médicos contratados sem concurso público, e não foi paga, obrigando o MPT-PR a ajuizar uma ação na Justiça do Trabalho. A situação só foi regularizada em dezembro do ano passado, quando o MPT-PR e a prefeitura de Pato Branco realizaram a conciliação judicial. Foi acordado o pagamento de multa de R$ 930 mil pelos descumprimentos, valor a ser destinado a entidades públicas beneficentes ou fundos públicos, ainda a serem definidos e informadas pelo MPT e pela Justiça do Trabalho. O valor total aumentou em relação ao proposto inicialmente pelo MPT-PR por causa de novas contratações irregulares, feitas pelo município entre julho e novembro de 2012.

Foi acordado, ainda, que os procuradores jurídicos de Pato Branco que não ocupam cargo por meio de concurso público serão exonerados até o dia 31 de março. A nomeação dos aprovados em concurso público deve acontecer ainda este mês. Caso a prefeitura não cumpra o acordo novamente, deverá pagar multa de R$1 mil por irregularidade e dia de atraso, seja na nomeação dos novos procuradores ou na exoneração dos atuais contratados sem concurso público.

ASCOM/MPT-PR

 

MPT-PR ajuíza ação contra concessionária que obriga funcionários a assinarem "Pactos de Permanência"

Concessionária obrigava funcionários a trabalharem na empresa durante três anos após cursos de capacitação, sob pena de multa de R$ 10 mil por ano não cumprido

Curitiba - O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Cascavel ajuizou, no início de janeiro, ação civil pública com pedido de liminar contra a Veículos Casagrande S/A (Vegrande), em razão de abuso de direitos e discriminação sobre os empregados. A empresa oferece cursos de capacitação para os funcionários, mas os obriga a assinar contrato de permanência de três anos após a conclusão desses cursos, como compensação de despesas. Comprovou-se que a recusa em assinar o aditivo ensejava a rescisão contratual imediata do trabalhador. De outro lado, para os empregados que, sob temor de demissão, assinaram o termo, o acordo previu o pagamento de multa de R$ 10 mil por ano não cumprido, na hipótese de pedido de demissão ou dispensa por justa causa. Em maio de 2013, quatro trabalhadores foram demitidos porque não quiseram a assinar o Termo Aditivo ao contrato.

A ação surgiu a partir de denúncia feita pelo Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias de Veículos, Máquinas e Implementos Agrícolas da Região Oeste do Paraná (Sindecon). O sindicado informou que a obrigatoriedade da assinatura da cláusula abusiva acontece desde março do ano passado. Segundo o MPT-PR, a obrigação fere o princípio da liberdade de trabalho, da dignidade da pessoa humana, além de concretizar evidente violação à boa-fé objetiva e ao postulado da função social da empresa.

O objetivo da ação é que a empresa, que tem mais oito lojas concessionárias de veículos no Brasil, não exerça mais abuso de poder, e que os funcionários não sejam mais obrigados a assinar contratos de trabalho contrários às normas trabalhistas. O procurador Marco Estraiotto requer a anulação dos aditivos contratuais, a não inserção, nos futuros contratos de trabalho, cláusulas de conteúdo idêntico ou semelhante, e respeito às normas que protegem os trabalhadores quanto à práticas discriminatórias. O MPT-PR também pede multa por dano moral coletivo no valor R$ 1 milhão de reais, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou instituição púbica com finalidade social em Cascavel e região.

A empresa tem até o dia 4 de fevereiro para apresentar sua defesa. 

ASCOM/MPT-PR

 

MPT-PR tem 52 procedimentos e ações ativos contra trabalho escravo

Flordamata1
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Curitiba - Dia 28 de janeiro é Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Passados 126 anos da assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravatura, ainda é prática comum no Brasil o trabalho em condição degradante, forçado, jornada exaustiva e a servidão por dívida, que configuram a condição de trabalho análoga à de escravo. A prova: em levantamento realizado semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e atualizado em 30 de dezembro de 2013, constam 579 empresas cadastradas como empregadoras de trabalho escravo — 16 delas são do Paraná.

Em 2013, o Ministério Público do Trabalho no Paraná autuou 61 denúncias de trabalho análogo ao escravo, das quais 27 se transformaram em Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), ou seja, as empresas se comprometeram a adequar suas condições de trabalho. No mesmo período, foram ajuizadas seis ações sobre o tema.

Relembre alguns casos no Paraná

Uma força-tarefa realizada em 25 de fevereiro de 2013 pelo Ministério Público do Trabalho em Guarapuava, Ministério do Trabalho e Emprego e Polícia Federal encontrou, na filial da empresa Agroflorestal Justus no município de Inácio Martins, 28 pessoas vivendo em regime de escravidão no corte de erva-mate, inclusive crianças. A denúncia foi feita por um dos trabalhadores, que conseguiu fugir do local, e no dia seguinte todos foram libertados. Eles viviam em situação degradante, no meio da mata, sem condições de higiene ou alimentação adequada, e não tinham condições de deixar o local. No dia 1º de março de 2013, o Ministério Público do Trabalho em Guarapuava firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com a empresa, que se comprometeu a regularizar a situação e também a pagar indenização por danos morais no valor de R$20 mil a cada um dos 17 trabalhadores, além da verba rescisória a cada um deles, mais R$ 40 mil por dano moral coletivo.

Uma força-tarefa realizada pelo Ministério Público do Trabalho em Pato Branco, Ministério do Trabalho e Emprego e Polícia Federal entre os dias 24 e 28 de junho de 2013, no município de Palmas, encontrou vários trabalhadores em situação degradante, após denúncia de trabalho escravo na região. Foram inspecionadas quatro fazendas. A situação mais grave foi encontrada na Fazenda Flor da Mata. O alojamento utilizado pelos trabalhadores ficava em local isolado, e para cozinhar e se aquecer era necessário fazer uma fogueira no interior de um barraco de lona. Não havia água potável e não atendia às condições mínimas de higiene, conforto e segurança, até mesmo com veneno de rato dentro do alojamento. O proprietário da fazenda firmou Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT para adequar as irregularidades e pagou multa por dano moral coletivo no valor de R$ 55 mil, que será revertida às entidades APAE de Coronel Domingos Soares, APAE de Palmas e Provopar de Palmas. Cada trabalhador recebeu indenização por dano moral individual no valor de R$ 3 mil, além das verbas rescisórias.

No dia 10 de outubro de 2013, o Ministério Público do Trabalho em Londrina e Ministério do Trabalho e Emprego encontraram, em Jandaia do Sul, três trabalhadores em situação análoga à de escravo em uma pedreira. Eles executavam trabalho de corte de pedras manualmente, sem sem equipamentos de proteção. No restante do tempo, ficavam alojados em local que também era usada como chiqueiro de porcos, com conservação e higiene precárias, em que entrava chuva e friagem e tinha piso de terra batida. Não havia iluminação em todos os cômodos e a fiação elétrica era precária, favorecendo a ocorrência de acidentes e incêndios. No mesmo dia foi firmado, com o empregador, um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) em que foi rescindido o contrato com os trabalhadores e pagas todas as verbas rescisórias devidas.

ASCOM/MPT-PR